segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


anamorfose






como a pintura é a poesia; coisas há que de perto

mais te agradam e outras, se à distância estiveres


Horácio, Arte Poética









terça-feira, 8 de novembro de 2011


sobre uma fotografia...




Uma certa tarde, a Eli estava em casa, sentada no sofá a ver televisão, mas não tinha mais paciência para ficar ali muito quietinha em frente da tv. Apetecia-lhe ir passear mas os seus amigos não podiam sair, pois precisavam de estudar para o teste. Ela era muito aplicada, muito boa aluna e já se sentia bem preparada, mas tinha de ficar em casa porque não gostava de passear sozinha.

Então, de repente, viu a máquina fotográfica que estava na mesa junto à televisão, decidiu pegá-la e ir para a varanda tirar fotos à paisagem. E assim fez. Sempre lhe dava prazer olhar a cidade.

Olhou para o céu azul com muitas nuvens, pensou nas coisas vindas do passado, nos bons momentos, na sua família e, franzindo a testa, pensou no presente e interrogou-se sobre os tempos do futuro. Decidida a, naquele momento, afastar as preocupações, tirou várias fotografias à cidade de Lisboa, às pessoas que passeavam pela beira do Rio Tejo, e às casas que ficaram muito bem, dá para ver a ponte 25 de Abril, o Cristo Rei e também o céu azul e as nuvens.

Fez uma pausa para ver se algumas fotos estavam desfocadas e então reparou bem na imagem do céu com as nuvens. Considerou-a simplesmente linda porque as nuvens são como se fossem as personagens das histórias, tão nítidas as formas, como por exemplo, o Lobo Mau da história do Capuchinho Vermelho ou de Poseidon, Deus do Mar. E a mais engraçada de todas…a cauda da baleia que acabou de dar um mergulho no meio das nuvens.

Ainda tirou mais umas fotos, depois voltou para a sala e transferiu-as para o seu portátil. Enquanto comia um chocolate, sentada no sofá, olhava e remirava a linda e maravilhosa foto. Ali ficou muito tempo, tanto que acabou por adormecer.